29/04/16

Vem por aí: Editora Record

Vem por aí é uma coluna criada pelo Blog para postar alguns dos maiores lançamentos das editoras mais conhecidas. A ideia surgiu porque sempre via lançamentos nos sites das editoras, que nem são parceiras do Blog, mas que sempre dava vontade de apresentar ao leitor. Para não fazer várias postagens de cada livro/editora, nada melhor do que juntar os lançamentos do mês considerados TOPs e apresentar a vocês de uma vez. Os meus desejados, da lista, ficam em outra coluna, chamada Desejados da vez, então não deixe de conferir. Vamos às novidades (para conhecer a sinopse basta clicar na imagem e você será redirecionado):

Record:
    

27/04/16

Resenha: O oceano no fim do caminho

Um homem volta à cidade de sua infância para ir a um velório, um lugar marcado por dores, dúvidas e saudades. Ele decide ficar um tempo sozinho e percorre por algumas estradas que passou quando era mais novo e se depara com um lugar muito familiar, mas que ele não pensava nela com frequência: a fazenda da família Hempstock. Lá residia uma garota, um pouco mais velha que ele, sua adorável amiga Lettie. Ela tinha um lago no fim do caminho e o chamava de oceano.

O homem não se recordava de muitas coisas, porém, ao olhar para a fazenda, ele passa a se lembrar de tudo: as dificuldades financeiras, do minerador de opala que se matou no banco traseiro do carro e da Ursula, a governanta. Cada detalhe perpassa a mente do protagonista sem nome, ficamos perdidos, atordoados em cada acontecimento e atados por não poder ajudar o pequeno garoto. Lettie promete protegê-lo de todos os riscos e, até mesmo, do seu próprio pai que o mergulha em uma banheira fria para colocá-lo de castigo por maltratar a governanta malvada e esquisita.

25/04/16

Resenha: As lições do mestre

Qual é o valor da sua honestidade? Quanto você vende a sua honra? Qual é o preço que você está disposto a receber para entregar a sua mente tranquila? São perguntas que a gente responde sem titubear. No entanto, num país como o Brasil, em que estamos rodeados de políticos corruptos e cobertos de incompetentes, é estranho acreditar que as respostas dessas perguntas são levadas a sério e consideradas lindas de serem ouvidas. Na teoria, sim; na prática, jamais!

É difícil mensurar quem é mais corrupto, no final das contas, se é o político que compra votos ou se é o cidadão que se vende. Pode-se perceber que seja lá quem for, abandona o povo, muitas vezes; explora as classes, principalmente as mais pobres, sem contar que há um abuso de poder e desrespeito aos honestos que votaram, mas foram enganados com um péssimo governo.

Parece até coincidência, mas a obra não fala do Brasil do século XXI, trata da China, da dinastia Zhou – período esse em que um dos maiores filósofos da história viveu, estamos falando de Confúcio. Para ele, a causa dos males nada mais é do que o reflexo da falta de educação. O autor acreditava que, para resolver os problemas, o homem deveria ser educado em dois tipos de estudo: Xue e o Zhi.

24/04/16

Resenha: Extraordinário

Terminei de ler Extraordinário e senti aquela sensação, aquele sentimento que toma conta de nós quando lemos um livro, quando gostamos da obra, mas não conseguimos expressar em palavras a impressão final. Sobre o que eu poderia escrever ao término da leitura?

Poderia falar que é um livro legal. Que talvez tenha sido escrito para crianças, para adolescentes, para jovens em idade escolar que convivem direto com o bullying, independente se essa convivência se dá porque eles são o alvo das brincadeiras de mau gosto ou quem as pratica.  Mas daí eu deixaria de dizer que o livro foi escrito para pessoas de todas as idades, pois é capaz de tocar o coração de quem lê sem levar em consideração a dureza da alma ou concepções pré-estabelecidas.

Poderia dizer que é um livro de fácil apreensão, porque utiliza uma linguagem muito simples, dando a impressão que os personagens estão escrevendo diretamente para nós e sem o intermédio da autora. Escrevem como se falassem com um amigo, como se fosse aquele tipo de conversa que acontece num fim de tarde, quando nos sentamos no banco de uma praça para apreciar o pôr do sol.

22/04/16

Desejados da vez

Desejados é uma coluna criada pelo Blog para postar alguns dos maiores lançamentos do mês que entraram para a lista dos meus preferidos. A ideia surgiu porque sempre via lançamentos nos sites das editoras, que nem são parceiras do Blog, mas que sempre dava vontade de deixar um lugar especial reservado na estante. Para não fazer várias postagens de cada livro/editora, nada melhor do que juntar os desejados do mês e apresentar a vocês de uma vez. Quem sabe algum deles não já faz parte da sua lista e, se não faz, tenho certeza que não demorará nada para entrar.  Vamos aos queridos do mês (para conhecer a sinopse basta clicar na imagem e você será redirecionado):

   

21/04/16

Resenha: Mosquitolândia

Quando li a sinopse de Mosquitolândia, de David Arnold, me interessei de cara. Pensei, ‘rumos inesperados, confronto com os próprios demônios, medicação para alguma possível questão psicológica envolvida, oba, meu tipo de livro’. E é, de verdade, o tipo de leitura que eu gosto. Embora entenda se muitas pessoas se perderem na ‘narrativa caleidoscópica’ da história.

O livro gira em torno de Mary Iris Malone, mais conhecida como MIM. Após a inesperada separação dos pais e uma repentina mudança de cidade, a jovem resolve voltar ao antigo lar em busca da mãe. Consegue algum dinheiro, prepara a mochila (sem esquecer-se do inseparável diário) e toma um ônibus com destino a Cleveland, Ohio. O que vemos a partir daí é uma miscelânea de sentimentos, tanto da personagem principal, quanto os que são despertados no próprio leitor.

20/04/16

Resenha: Cidade dos Etéreos

Cidade dos Etéreos, lançado em 2016 pela editora Intrínseca, tem a edição em capa dura, numa cor azul maravilhosa, com cara de livro clássico daqueles que a gente precisa ter na estante. Já é lindo só assim, mas a editora se superou e colocou por cima uma jacket com uma imagem sinistra, bem semelhante à capa do O Orfanato da Srta. Peregrine para crianças peculiares, ou seja, deixou nas mãos do leitor a possibilidade de escolher como vai expor seu exemplar.

Quando li o primeiro livro da trilogia, me surpreendi e gostei bastante da história, mesmo com algumas questões tendo sido abordadas de maneira superficial. O segundo livro  começa exatamente onde terminou o anterior. Os peculiares abandonam o antigo orfanato e, numa corrida contra o tempo, saem em busca da única Ymbryne capaz de salvar Srta. Peregrine, que se encontra numa situação complicada e inexplicável.

O livro tem um ritmo frenético. É narrado em primeira pessoa, então temos a sensação de estar vivendo tudo aquilo que acontece nas páginas: a insegurança, a descoberta do poder, as reviravoltas, o perigo que espreita em cada linha da história. Além disso, Riggs amarra muitas pontas que ficaram soltas no livro anterior, e permite que outros personagens ganhem destaque explicando a origem, a peculiaridade ou até mesmo o papel que podem vir a desempenhar na iminente guerra contra os acólitos.